domingo, 13 de maio de 2012
“SINAIS DO TEMPO”
“SINAIS DO TEMPO” DE MÁRIO MATA
por VIRIATO TELES
Se Mário Mata fosse um pássaro seria com certeza um melro ou um pardal ou mesmo uma gaivota. Nunca poderia ser um canário, pela simples razão que não seria capaz de sobreviver numa qualquer gaiola, por mais dourada e confortável que fosse.
O Mário é um homem livre, e dessa condição não prescinde, mesmo quando essa opção dói. E frequentemente dói.
É disto tudo que ele nos fala neste disco: de si e dos outros, da vida e das coisas simples, de Lisboa e do mundo, de portugueses burocráticos e neuróticos, mas também dos que ainda não desistiram. São catorze canções em formatos diversos que vão desde o tom bem-humorado que lhe conhecemos desde sempre até ao registo intimista que poderá surpreender apenas quem não tenha estado atento a tudo o que ele tem feito desde há trinta anos.
Nascido em Luanda no início dos anos 60, Mário Mata veio definitivamente para Portugal após a queda do império. Começou a cantar em bares do Algarve, ainda adolescente, e em 1981 saltou directamente do anonimato para a fama com «Não Há Nada Pra Ninguém». O êxito do disco de estreia veio a revelar-se algo perverso, uma vez que o músico acabou por ficar como que refém desse sucesso nos anos que se seguiram. E é assim que, depois de mais dois discos num registo semelhante («Não Mata Mas Mói», 1982, e «Deix’ós Poisar», 1986), faz um primeiro grande intervalo nas gravações, a que só regressa oito anos depois, em 1994, com o álbum «Somos Portugueses». Os resultados comerciais não terão sido os desejados, e segue-se um novo interregno, desta vez de dez anos. Em 2004 publica «Dupla Face», onde procura trilhar novos caminhos. O disco não teve a atenção que merecia, mas serviu para provar a quem tivesse dúvidas que Mário Mata estava vivo e disposto a continuar. Porque a verdade é que, ao misturar a música de raiz popular com as tonalidades do pop/rock, o Mário conseguiu criar um estilo próprio e deixar a sua marca na música portuguesa do último quartel do século XX.
Agora, mais sete anos passados sobre o último registo discográfico, eis que Mário Mata nos apresenta um novo lote de canções, e mais uma vez arrisca-se a surpreender irremediavelmente quem o ouve. Fazendo-se acompanhar por um naipe de músicos de primeira água e sempre fiel às características que melhor lhe conhecemos, o Mário não teme aventurar-se novamente pelo registo da ironia («Essa é Que é Essa», «Vamos Lá Suar é Fixe», «Ai Deus do Céu», «Já Fomos Enganados», «Amores Proibidos»), mas vai muito mais além. E é assim que nos envolve em textos que nos falam de coisas simultaneamente tão simples e tão complexas como o amor, as cidades, as pessoas comuns. A vida, afinal, tal como ela é.
Em «Sinais do Tempo», o tema que dá título ao álbum, escrito a meias com Joaquim Pessoa, faz como que um roteiro dos afectos, amarguras, ilusões e desilusões que marcam toda uma geração – a sua, a nossa – e que são também, o retrato do percurso recente do país que somos. E o mesmo se passa em «Navio Fantasma», a lembrar que quando tudo falha ainda pode sobejar a derradeira redenção do amor.
De amor, ou da falta dele, nos fala também o músico em «Abraça-me Mais Uma Vez». É, provavelmente, a primeira abordagem do drama da violência doméstica na música portuguesa – e este seria, com toda a certeza, um tema que o Mário gostaria de não ter tido necessidade de escrever.
De resto, os afectos estão presentes em quase todos os temas deste disco. De «Já Conheço Esse Olhar» a «Fixação», passando por «Lisboa é Lisboa» e por «Serei Sempre Teu», Mário Mata não teme expor aquilo que sente. Porque sim. Porque ser autêntico é a sua maneira de estar vivo e de participar na agitação do mundo à sua volta.
A autenticidade é, aliás, talvez a mais relevante característica deste músico. E talvez seja isso, também, que muitos não lhe perdoam. Num tempo de mentira e futilidade, ser verdadeiro e não usar máscara é quase um pecado. Que o Mário comete com toda a convicção e sem dar mostras do mínimo arrependimento. E ainda bem. Para ele e para nós, que temos a felicidade de poder continuar a ouvi-lo.
Viriato Teles
por VIRIATO TELES
Se Mário Mata fosse um pássaro seria com certeza um melro ou um pardal ou mesmo uma gaivota. Nunca poderia ser um canário, pela simples razão que não seria capaz de sobreviver numa qualquer gaiola, por mais dourada e confortável que fosse.
O Mário é um homem livre, e dessa condição não prescinde, mesmo quando essa opção dói. E frequentemente dói.
É disto tudo que ele nos fala neste disco: de si e dos outros, da vida e das coisas simples, de Lisboa e do mundo, de portugueses burocráticos e neuróticos, mas também dos que ainda não desistiram. São catorze canções em formatos diversos que vão desde o tom bem-humorado que lhe conhecemos desde sempre até ao registo intimista que poderá surpreender apenas quem não tenha estado atento a tudo o que ele tem feito desde há trinta anos.
Nascido em Luanda no início dos anos 60, Mário Mata veio definitivamente para Portugal após a queda do império. Começou a cantar em bares do Algarve, ainda adolescente, e em 1981 saltou directamente do anonimato para a fama com «Não Há Nada Pra Ninguém». O êxito do disco de estreia veio a revelar-se algo perverso, uma vez que o músico acabou por ficar como que refém desse sucesso nos anos que se seguiram. E é assim que, depois de mais dois discos num registo semelhante («Não Mata Mas Mói», 1982, e «Deix’ós Poisar», 1986), faz um primeiro grande intervalo nas gravações, a que só regressa oito anos depois, em 1994, com o álbum «Somos Portugueses». Os resultados comerciais não terão sido os desejados, e segue-se um novo interregno, desta vez de dez anos. Em 2004 publica «Dupla Face», onde procura trilhar novos caminhos. O disco não teve a atenção que merecia, mas serviu para provar a quem tivesse dúvidas que Mário Mata estava vivo e disposto a continuar. Porque a verdade é que, ao misturar a música de raiz popular com as tonalidades do pop/rock, o Mário conseguiu criar um estilo próprio e deixar a sua marca na música portuguesa do último quartel do século XX.
Agora, mais sete anos passados sobre o último registo discográfico, eis que Mário Mata nos apresenta um novo lote de canções, e mais uma vez arrisca-se a surpreender irremediavelmente quem o ouve. Fazendo-se acompanhar por um naipe de músicos de primeira água e sempre fiel às características que melhor lhe conhecemos, o Mário não teme aventurar-se novamente pelo registo da ironia («Essa é Que é Essa», «Vamos Lá Suar é Fixe», «Ai Deus do Céu», «Já Fomos Enganados», «Amores Proibidos»), mas vai muito mais além. E é assim que nos envolve em textos que nos falam de coisas simultaneamente tão simples e tão complexas como o amor, as cidades, as pessoas comuns. A vida, afinal, tal como ela é.
Em «Sinais do Tempo», o tema que dá título ao álbum, escrito a meias com Joaquim Pessoa, faz como que um roteiro dos afectos, amarguras, ilusões e desilusões que marcam toda uma geração – a sua, a nossa – e que são também, o retrato do percurso recente do país que somos. E o mesmo se passa em «Navio Fantasma», a lembrar que quando tudo falha ainda pode sobejar a derradeira redenção do amor.
De amor, ou da falta dele, nos fala também o músico em «Abraça-me Mais Uma Vez». É, provavelmente, a primeira abordagem do drama da violência doméstica na música portuguesa – e este seria, com toda a certeza, um tema que o Mário gostaria de não ter tido necessidade de escrever.
De resto, os afectos estão presentes em quase todos os temas deste disco. De «Já Conheço Esse Olhar» a «Fixação», passando por «Lisboa é Lisboa» e por «Serei Sempre Teu», Mário Mata não teme expor aquilo que sente. Porque sim. Porque ser autêntico é a sua maneira de estar vivo e de participar na agitação do mundo à sua volta.
A autenticidade é, aliás, talvez a mais relevante característica deste músico. E talvez seja isso, também, que muitos não lhe perdoam. Num tempo de mentira e futilidade, ser verdadeiro e não usar máscara é quase um pecado. Que o Mário comete com toda a convicção e sem dar mostras do mínimo arrependimento. E ainda bem. Para ele e para nós, que temos a felicidade de poder continuar a ouvi-lo.
Viriato Teles
01 - AI DEUS DO CÉU
AI DEUS DO CÉU
AI DEUS DO CÉU, SABES DO QUE EU PRECISO
É TER UM BEIJO TEU, EMBRULHADO NUM SORRISO
I
DIGA LÁ Ó SENHOR ZÉ
AFINAL DO QUE SE QUEIXA?
EU QUEIXO-ME DE TANTA COISA
ESTAMOS ASSIM NESTE PÉ
JÁ NEM A VIDA ME DEIXA
FORÇA PARA PARTIR A LOIÇA
EU CÁ SOU UM PACIENTE
TENHO MUITA PACIÊNCIA
ANDA AÍ GENTE DOENTE
CHEIA DE MUITA CIÊNCIA
AI DEUS DO CÉU, SABES DO QUE EU PRECISO
É TER UM BEIJO TEU, EMBRULHADO NUM SORRISO
II
DIGA LÁ Ó SENHOR ZÉ
O QUE É QUE ME RECEITA
PARA ESTE MAL QUE ME ATORMENTA ?
ASPIRINAS PARA A DOR
UMA POMADA CONTRAFEITA
E UMAS PÍLULAS DE MENTA
“MENTA” VOCÊ, QUE EU NÃO OBRIGADO
CONSULTO O SALDO FICO LOGO ADOENTADO
O QUE PRECISO É TRANSFUSÃO DE DINHEIRO
MAS NÃO HÁ DADORES, E NEM O CHEIRO
AI DEUS DO CÉU, SABES DO QUE EU PRECISO
É TER UM BEIJO TEU, EMBRULHADO NUM SORRISO
III
Ó SENHOR ZÉ O QUE É QUE EU FAÇO
SE NOS PUXAM O TAPETE
E NOS TROCAM SEMPRE AS VOLTAS ?
AINDA ENTRAMOS EM COLAPSO
MAS, SE A HISTÓRIA SE REPETE
NÃO DEIXEM MAIS PONTAS SOLTAS
E A GASOLINA NÃO PÁRA DE AUMENTAR
GRITA O MEU POVO “ONDE É QUE ISTO VAI PARAR? “
EU TROCO O CARRO PELA CARROÇA E MAIS UM BURRO
NÃO METAS O PÉ NA POÇA , OU AINDA FICAS SEM FUTURO
AI DEUS DO CÉU, SABES DO QUE EU PRECISO
É TER UM BEIJO TEU, EMBRULHADO NUM SORRISO
IV
O AMIGO JÁ FOI À LOTA
VIU A COMO ESTÁ O PEIXE QUE NÃO PÁRA DE SUBIR ?
O POLVO COMANDA A FROTA
DÁ A RAIA A QUEM SE QUEIXE
COM A LULA A APLAUDIR
E OS CHICHARROS ESTÃO PELA HORA DA MORTE
E ÀS CHAPUTAS NÃO LHES INVEJO A SORTE
MAIS A SARDINHA AO PREÇO DO BACALHAU
E O ATUM COM A SUA LATA AINDA GRITA “EH CARAPAU!!!”
AI DEUS DO CÉU, SABES DO QUE EU PRECISO
É TER UM BEIJO TEU, EMBRULHADO NUM SORRISO
AI DEUS DO CÉU, SABES DO QUE EU PRECISO
É TER UM BEIJO TEU, EMBRULHADO NUM SORRISO
LETRA E MUSICA : MÁRIO MATA
AI DEUS DO CÉU, SABES DO QUE EU PRECISO
É TER UM BEIJO TEU, EMBRULHADO NUM SORRISO
I
DIGA LÁ Ó SENHOR ZÉ
AFINAL DO QUE SE QUEIXA?
EU QUEIXO-ME DE TANTA COISA
ESTAMOS ASSIM NESTE PÉ
JÁ NEM A VIDA ME DEIXA
FORÇA PARA PARTIR A LOIÇA
EU CÁ SOU UM PACIENTE
TENHO MUITA PACIÊNCIA
ANDA AÍ GENTE DOENTE
CHEIA DE MUITA CIÊNCIA
AI DEUS DO CÉU, SABES DO QUE EU PRECISO
É TER UM BEIJO TEU, EMBRULHADO NUM SORRISO
II
DIGA LÁ Ó SENHOR ZÉ
O QUE É QUE ME RECEITA
PARA ESTE MAL QUE ME ATORMENTA ?
ASPIRINAS PARA A DOR
UMA POMADA CONTRAFEITA
E UMAS PÍLULAS DE MENTA
“MENTA” VOCÊ, QUE EU NÃO OBRIGADO
CONSULTO O SALDO FICO LOGO ADOENTADO
O QUE PRECISO É TRANSFUSÃO DE DINHEIRO
MAS NÃO HÁ DADORES, E NEM O CHEIRO
AI DEUS DO CÉU, SABES DO QUE EU PRECISO
É TER UM BEIJO TEU, EMBRULHADO NUM SORRISO
III
Ó SENHOR ZÉ O QUE É QUE EU FAÇO
SE NOS PUXAM O TAPETE
E NOS TROCAM SEMPRE AS VOLTAS ?
AINDA ENTRAMOS EM COLAPSO
MAS, SE A HISTÓRIA SE REPETE
NÃO DEIXEM MAIS PONTAS SOLTAS
E A GASOLINA NÃO PÁRA DE AUMENTAR
GRITA O MEU POVO “ONDE É QUE ISTO VAI PARAR? “
EU TROCO O CARRO PELA CARROÇA E MAIS UM BURRO
NÃO METAS O PÉ NA POÇA , OU AINDA FICAS SEM FUTURO
AI DEUS DO CÉU, SABES DO QUE EU PRECISO
É TER UM BEIJO TEU, EMBRULHADO NUM SORRISO
IV
O AMIGO JÁ FOI À LOTA
VIU A COMO ESTÁ O PEIXE QUE NÃO PÁRA DE SUBIR ?
O POLVO COMANDA A FROTA
DÁ A RAIA A QUEM SE QUEIXE
COM A LULA A APLAUDIR
E OS CHICHARROS ESTÃO PELA HORA DA MORTE
E ÀS CHAPUTAS NÃO LHES INVEJO A SORTE
MAIS A SARDINHA AO PREÇO DO BACALHAU
E O ATUM COM A SUA LATA AINDA GRITA “EH CARAPAU!!!”
AI DEUS DO CÉU, SABES DO QUE EU PRECISO
É TER UM BEIJO TEU, EMBRULHADO NUM SORRISO
AI DEUS DO CÉU, SABES DO QUE EU PRECISO
É TER UM BEIJO TEU, EMBRULHADO NUM SORRISO
LETRA E MUSICA : MÁRIO MATA
02 - SÓ ESTAR BEM
SÓ ESTAR BEM
Só estar bem, porque parece bem
Não estar mal, porque parece mal
Não se pode dizer não
Não se pode ser diferente
Há que cantar a canção
Que ensinam a toda a gente
Só estar bem, porque parece bem
Não estar mal, porque parece mal
I
Peguei numa sacola
Saí sem ter caminho
No ombro esta viola
Andei praí sózinho
Vi máscaras mentira
Miséria disfarçada
Vi farrapos de vida
Na rua sem ter nada
Só estar bem, porque parece bem
Não estar mal, porque parece mal
Não se pode dizer não
Não se pode ser diferente
Há que cantar a canção
Que ensinam a toda a gente
Só estar bem, porque parece bem
Não estar mal, porque parece mal
II
Corri campos e praias
Cidades costa a costa
Juntei umas ideias
Cantei uma resposta
No livro da aventura
Que é escrito ao vento
Bebi minha loucura
Ri-me do sofrimento
Só estar bem, porque parece bem
Não estar mal, porque parece mal
Não se pode dizer não
Não se pode ser diferente
Há que cantar a canção
Que ensinam a toda a gente
Só estar bem, porque parece bem
Não estar mal, porque parece mal
Só estar bem, porque parece bem
Não estar mal, porque parece mal
Não se pode dizer não
Não se pode ser diferente
Há que cantar a canção
Que ensinam a toda a gente
Só estar bem, porque parece bem
Não estar mal, porque parece mal
Não se pode dizer não
Não se pode ser diferente
Há que cantar a canção
Que ensinam a toda a gente
LETRA E MUSICA : MÁRIO MATA
Só estar bem, porque parece bem
Não estar mal, porque parece mal
Não se pode dizer não
Não se pode ser diferente
Há que cantar a canção
Que ensinam a toda a gente
Só estar bem, porque parece bem
Não estar mal, porque parece mal
I
Peguei numa sacola
Saí sem ter caminho
No ombro esta viola
Andei praí sózinho
Vi máscaras mentira
Miséria disfarçada
Vi farrapos de vida
Na rua sem ter nada
Só estar bem, porque parece bem
Não estar mal, porque parece mal
Não se pode dizer não
Não se pode ser diferente
Há que cantar a canção
Que ensinam a toda a gente
Só estar bem, porque parece bem
Não estar mal, porque parece mal
II
Corri campos e praias
Cidades costa a costa
Juntei umas ideias
Cantei uma resposta
No livro da aventura
Que é escrito ao vento
Bebi minha loucura
Ri-me do sofrimento
Só estar bem, porque parece bem
Não estar mal, porque parece mal
Não se pode dizer não
Não se pode ser diferente
Há que cantar a canção
Que ensinam a toda a gente
Só estar bem, porque parece bem
Não estar mal, porque parece mal
Só estar bem, porque parece bem
Não estar mal, porque parece mal
Não se pode dizer não
Não se pode ser diferente
Há que cantar a canção
Que ensinam a toda a gente
Só estar bem, porque parece bem
Não estar mal, porque parece mal
Não se pode dizer não
Não se pode ser diferente
Há que cantar a canção
Que ensinam a toda a gente
LETRA E MUSICA : MÁRIO MATA
03 - Já conheço esse olhar
Já conheço esse olhar
I
A cidade chama
O telefone toca
Quem me ama
Espera-me na doca
Chega no carro
Conheço o som
Acende um cigarro
E retoca o baton
II
Traz o olhar
Marcado de um dia
Feito a trabalhar
Todo de euforia
A maquilhage
Nem disfarça o cansaço
Nem um sorriso se abre
A um simples abraço
já conheço essse olhar
III
Só quer um café
Um copo d’agua
Um pouco de fé
Para lavar a magoa
Talvez um bolo
Conversa leve
Um pouco de consolo
E alguém que a leve
IV IV
Talvez um cinema
Um bar de música
Conhece o tema
Mas nem é a única
Um beijo na face
Mais um sorriso
Para o desenlace
Um gesto decisivo
REFRÃO
V
A cidade chama
O telefone toca
Quem me ama
Espera-me na doca
A vida dá voltas
Já era de esperar
Estava mais solta
E pronta para amar
Já era de esperar
E era para durar
já conheço essse olhar, já conheço esse olhar
Já conheço esse olhar, assim distante
já conheço essse olhar, já conheço esse olhar
já conheço essse olhar, tão verde, brilhante
musica e letra : Mário Mata
I
A cidade chama
O telefone toca
Quem me ama
Espera-me na doca
Chega no carro
Conheço o som
Acende um cigarro
E retoca o baton
II
Traz o olhar
Marcado de um dia
Feito a trabalhar
Todo de euforia
A maquilhage
Nem disfarça o cansaço
Nem um sorriso se abre
A um simples abraço
já conheço essse olhar
III
Só quer um café
Um copo d’agua
Um pouco de fé
Para lavar a magoa
Talvez um bolo
Conversa leve
Um pouco de consolo
E alguém que a leve
IV IV
Talvez um cinema
Um bar de música
Conhece o tema
Mas nem é a única
Um beijo na face
Mais um sorriso
Para o desenlace
Um gesto decisivo
REFRÃO
V
A cidade chama
O telefone toca
Quem me ama
Espera-me na doca
A vida dá voltas
Já era de esperar
Estava mais solta
E pronta para amar
Já era de esperar
E era para durar
já conheço essse olhar, já conheço esse olhar
Já conheço esse olhar, assim distante
já conheço essse olhar, já conheço esse olhar
já conheço essse olhar, tão verde, brilhante
musica e letra : Mário Mata
04 - AMORES PROIBIDOS
AMORES PROIBIDOS
Porque será que os amores proibidos
São sempre mais intensos que aqueles permitidos
Porque será que os amores proibidos
São sempre mais intensos que aqueles permitidos
I
Quando tu arranjas alguém para namorar
Tu só tens olhos para essa mulher
Mas quando tempo começa a passar
Tu já andas de olho numa outra qualquer
Porque será que os amores proibidos
São sempre mais intensos que aqueles permitidos
II
A gente pensa sempre e não dá para entender
Está na massa do sangue, está em nós mas está mal
Ao homem sabe que não há nada a fazer
Sempre foi assim e há-de ser igual
Porque será que os amores proibidos
São sempre mais intensos que aqueles permitidos
Porque será que os amores proibidos
São sempre mais intensos que aqueles permitidos
III
Bicho homem sempre foi e há-de ser assim
Está escrito na história que gosta é de conquistar
Só que um dia a mulher ‘deu-lhe um flagra’ no jardim
E aí ela gritou “agora vou eu dançar”
IV
E quando a mulher sai pode-lhe ganhar o gosto
Até logo até nunca danada para a brincadeira
E aí o homem estremece e murcha de desgosto
E recolhe-se no seu canto numa imensa choradeira
Porque será que os amores proibidos
São sempre mais intensos que aqueles permitidos
Porque será que os amores proibidos
São sempre mais intensos que aqueles permitidos
V
Me perdoe gritava o homem para a mulher
Eu agora vou ser santo sou o que você quiser
E ela fez as pazes ,e o resto nem vou contar
Só que ele lá dentro tinha o bichinho a dar a dar
Porque será que os amores proibidos
São sempre mais intensos que aqueles permitidos
Porque será que os amores proibidos
São sempre mais intensos que aqueles permitidos
Letra e musica: Mário Mata
Porque será que os amores proibidos
São sempre mais intensos que aqueles permitidos
Porque será que os amores proibidos
São sempre mais intensos que aqueles permitidos
I
Quando tu arranjas alguém para namorar
Tu só tens olhos para essa mulher
Mas quando tempo começa a passar
Tu já andas de olho numa outra qualquer
Porque será que os amores proibidos
São sempre mais intensos que aqueles permitidos
II
A gente pensa sempre e não dá para entender
Está na massa do sangue, está em nós mas está mal
Ao homem sabe que não há nada a fazer
Sempre foi assim e há-de ser igual
Porque será que os amores proibidos
São sempre mais intensos que aqueles permitidos
Porque será que os amores proibidos
São sempre mais intensos que aqueles permitidos
III
Bicho homem sempre foi e há-de ser assim
Está escrito na história que gosta é de conquistar
Só que um dia a mulher ‘deu-lhe um flagra’ no jardim
E aí ela gritou “agora vou eu dançar”
IV
E quando a mulher sai pode-lhe ganhar o gosto
Até logo até nunca danada para a brincadeira
E aí o homem estremece e murcha de desgosto
E recolhe-se no seu canto numa imensa choradeira
Porque será que os amores proibidos
São sempre mais intensos que aqueles permitidos
Porque será que os amores proibidos
São sempre mais intensos que aqueles permitidos
V
Me perdoe gritava o homem para a mulher
Eu agora vou ser santo sou o que você quiser
E ela fez as pazes ,e o resto nem vou contar
Só que ele lá dentro tinha o bichinho a dar a dar
Porque será que os amores proibidos
São sempre mais intensos que aqueles permitidos
Porque será que os amores proibidos
São sempre mais intensos que aqueles permitidos
Letra e musica: Mário Mata
05 - Serei sempre teu
Serei sempre teu
Serei sempre teu
Haja o que houver
Estarei a teu lado
Para o que der e vier
I
Amo-te
Nesta vida que se transforma
Sem receios, sem medos
Uma união que se forma
Sem tabús, e sem segredos
II
Amo-te
Nas alegrias e nas mágoas
Já correram muitas águas
Mas a ponte que nos une
Permanece intacta, imune.
Serei sempre teu
Haja o que houver
Estarei a teu lado
Para o que der e vier
III
Na tua fotografia
Vagueia o meu pensamento
Na tua geografia
Navega o meu sentimento
Serei sempre teu
Haja o que houver
Estarei a teu lado
Para o que der e vier
IV
Amar-nos-emos como poucos
Amar-nos-emos como loucos
No entanto não sou
Como o vento Norte
Claro, generoso
Mas estou disposto a mudar
Mas estou disposto a mudar
Não tenho a pureza do fogo
Mas ainda tenho calor
Mas estou disposto a to dar
Estou disposto a voar
Serei sempre teu
Haja o que houver
Estarei a teu lado
Para o que der e vier
Serei sempre teu
Haja o que houver
Estarei a teu lado
Para o que der e vier
Serei sempre teu !
LETRA E MUSICA : Mário Mata
Serei sempre teu
Haja o que houver
Estarei a teu lado
Para o que der e vier
I
Amo-te
Nesta vida que se transforma
Sem receios, sem medos
Uma união que se forma
Sem tabús, e sem segredos
II
Amo-te
Nas alegrias e nas mágoas
Já correram muitas águas
Mas a ponte que nos une
Permanece intacta, imune.
Serei sempre teu
Haja o que houver
Estarei a teu lado
Para o que der e vier
III
Na tua fotografia
Vagueia o meu pensamento
Na tua geografia
Navega o meu sentimento
Serei sempre teu
Haja o que houver
Estarei a teu lado
Para o que der e vier
IV
Amar-nos-emos como poucos
Amar-nos-emos como loucos
No entanto não sou
Como o vento Norte
Claro, generoso
Mas estou disposto a mudar
Mas estou disposto a mudar
Não tenho a pureza do fogo
Mas ainda tenho calor
Mas estou disposto a to dar
Estou disposto a voar
Serei sempre teu
Haja o que houver
Estarei a teu lado
Para o que der e vier
Serei sempre teu
Haja o que houver
Estarei a teu lado
Para o que der e vier
Serei sempre teu !
LETRA E MUSICA : Mário Mata
06 - FIXAÇÃO
FIXAÇÃO
Fixação
Sempre que te vejo é
Fixação
Se te desejo é
Fixação
Se te beijo é
Fixação
Se te cortejo tambem é
Fixação
Ah
I
Minha Estrela Polar
Minha Estrela carente
Vieste iluminar
A minha mente
És Estrela do Norte
Eu Cruzeiro do Sul
Eu guardo o Forte
E tu o céu azul
( Refrão )
II
Minha luz na janela
A viola reluz
Seduz-me tão bela
Tira a capa e o capuz
És Estrela marinha
Do mar azul
Vem ser só minha
Vem para o sul
( Refrão )
Letra e musica : Mário Mata
Fixação
Sempre que te vejo é
Fixação
Se te desejo é
Fixação
Se te beijo é
Fixação
Se te cortejo tambem é
Fixação
Ah
I
Minha Estrela Polar
Minha Estrela carente
Vieste iluminar
A minha mente
És Estrela do Norte
Eu Cruzeiro do Sul
Eu guardo o Forte
E tu o céu azul
( Refrão )
II
Minha luz na janela
A viola reluz
Seduz-me tão bela
Tira a capa e o capuz
És Estrela marinha
Do mar azul
Vem ser só minha
Vem para o sul
( Refrão )
Letra e musica : Mário Mata
07 - Essa é que é essa
Essa é que é essa
I
O Português é um simpático
Lacónico, bonacheirão
Que sofre do orgão linfático
E ainda pede perdão
O português burocrático
Sem ter euro nem tostão
Passa o dia apático
À espera do dia não
do dia não
Essa é que é essa
Bem gritava o Zé da Escada
Ou andamos mais depressa
Ou não conseguimos nada
Essa é que é essa
Grita o povo já cansado
Estamos fartos de promessas
Neste país tão mudado
Anda o povinho enganado
Mas afinal
Anda o país às avessas
E depois acham normal
Ah pois é ,ah pois é
afinal essa é que é essa
Anda o país às avessas
afinal essa é que é essa
Estamos fartos de promessas
II
O português é um neurótico
Autodidata, auto-medicado
Anti-depressivo, antibiótico
Exótico quase que estrambótico
Empinado no seu tom retórico
amante e viajado
agarrado ao seu passado histórico
muito etílico muito fado, muito fado
(REFRÃO)
III
O português é um lúdico
Arriscaria quase caso único
De franco-estrabismo e autista
O português é o verdadeiro artista
Interligado às suas musas
Talvez um pouco abstrusas
Mergulhado em terras pouco lusas
E cada vez mais confusas, muito confusas
Letra e musica : Mário Mata
I
O Português é um simpático
Lacónico, bonacheirão
Que sofre do orgão linfático
E ainda pede perdão
O português burocrático
Sem ter euro nem tostão
Passa o dia apático
À espera do dia não
do dia não
Essa é que é essa
Bem gritava o Zé da Escada
Ou andamos mais depressa
Ou não conseguimos nada
Essa é que é essa
Grita o povo já cansado
Estamos fartos de promessas
Neste país tão mudado
Anda o povinho enganado
Mas afinal
Anda o país às avessas
E depois acham normal
Ah pois é ,ah pois é
afinal essa é que é essa
Anda o país às avessas
afinal essa é que é essa
Estamos fartos de promessas
II
O português é um neurótico
Autodidata, auto-medicado
Anti-depressivo, antibiótico
Exótico quase que estrambótico
Empinado no seu tom retórico
amante e viajado
agarrado ao seu passado histórico
muito etílico muito fado, muito fado
(REFRÃO)
III
O português é um lúdico
Arriscaria quase caso único
De franco-estrabismo e autista
O português é o verdadeiro artista
Interligado às suas musas
Talvez um pouco abstrusas
Mergulhado em terras pouco lusas
E cada vez mais confusas, muito confusas
Letra e musica : Mário Mata
08 - JÁ FOMOS ENGANADOS
JÁ FOMOS ENGANADOS
Oh oh oh já fomos enganados (outra vez)
Já fomos enganados
Ai ai ai, ai ai ai já fomos enganados
Ai ai ai, ai ai ai já fomos enganados
I
É à vez que vamos no engano
Na esperança de ver algo mudado
Lá somos enganados outra vez
Que o engano está em todo o lado
Outra vez já fomos enganados
Outra vez já fomos enganados
Ai ai ai, ai ai ai já fomos enganados
Ai ai ai, ai ai ai já fomos enganados
II
Barrete Lusitano enfiado
Bem fundo na cabeça do freguês
Que ao ver-se de novo enganado
Percebe que não há duas sem três
Outra vez já fomos enganados
Outra vez já fomos enganados
Ai ai ai, ai ai ai já fomos enganados
Ai ai ai, ai ai ai já fomos enganados
III
Ao engano só vai quem quiser ir
Pois não há tabuleta a indicar
Que trouxa logo havia de cair
Onde os outros já foram tropeçar
Outra vez já fomos enganados
Outra vez já fomos enganados
Ai ai ai, ai ai ai já fomos enganados
Ai ai ai, ai ai ai já fomos enganados
Letra e Musica : Mário Mata
Oh oh oh já fomos enganados (outra vez)
Já fomos enganados
Ai ai ai, ai ai ai já fomos enganados
Ai ai ai, ai ai ai já fomos enganados
I
É à vez que vamos no engano
Na esperança de ver algo mudado
Lá somos enganados outra vez
Que o engano está em todo o lado
Outra vez já fomos enganados
Outra vez já fomos enganados
Ai ai ai, ai ai ai já fomos enganados
Ai ai ai, ai ai ai já fomos enganados
II
Barrete Lusitano enfiado
Bem fundo na cabeça do freguês
Que ao ver-se de novo enganado
Percebe que não há duas sem três
Outra vez já fomos enganados
Outra vez já fomos enganados
Ai ai ai, ai ai ai já fomos enganados
Ai ai ai, ai ai ai já fomos enganados
III
Ao engano só vai quem quiser ir
Pois não há tabuleta a indicar
Que trouxa logo havia de cair
Onde os outros já foram tropeçar
Outra vez já fomos enganados
Outra vez já fomos enganados
Ai ai ai, ai ai ai já fomos enganados
Ai ai ai, ai ai ai já fomos enganados
Letra e Musica : Mário Mata
09 - VAMOS LÁ SUAR É FIXE
VAMOS LÁ SUAR É FIXE (HISTÓRIA DE PORTUGAL)
Se não me falha a memória
O primeiro Rei da história
Foi um tal Afonso Henriques
Que pôs tudo aos despiques
E para acabar com as fitas
Correu com os Jesuitas
---------------------------
Depois veio o D.Diniz
Que era primo de Egas Moniz
Irmão do Prior-do-Crato
Que pôs tudo ao desbarato
E acabou em Dona Maria
A Primeira Dinastia
---------------------------
Veio então o D.Duarte
Que os mandou àquela parte
No tempo do Vasco da Gama
Que se escondeu debaixo da cama
Com medo do Adamastor
De cognome ‘O Lavrador’
---------------------------
REFRÃO:
Vamos lá suar é fixe
Vai tudo prá discoteca
Vamos lá suar é fixe
Onde é que está a minha bejeca?
Os Filipinos reinaram então
E no meio da confusão
Começaram os Descobrimentos
Que deram grandes rendimentos
Gastos na bebedeira
Pelo Conde da Ericeira
---------------------------
D. Luisa de Gusmão
Casada com Diogo Cão
Um dia em Aljubarrota
Ao bater com uma bota
Matou sete espanhóis
Que andavam aos caracóis
---------------------------
Veio então o D. João
Com seus ares de pavão
E numa tarde de sol
Estando ele no futebol
Tantas voltas deu à tola
Que inventou o Pinto da Costa
(REFRÂO)
E se a memória não me falha
Foi numa grande batalha
Lá no Estádio Nacional
Centenas de homens à bulha
Andaram para ali à trolha
E mancharam Portugal
---------------------------
Dona Teresa Vimioso
Enfeitava a testa ao esposo
Entre bebedeiras de absinto
Dormiu com o Vasco da Gama
Foi parar à sua cama
E pariu o Dom João Quinto
---------------------------
Pedro Alvares Cabral
Foi parar ao Hospital
Das Escadinhas do Duque
Por um tal de Egas Moniz
Lhe ter partido o nariz
Num Sporting – Benfica
(REFRÂO)
Para acabar a Segunda Dinastia
Fundou-se a casa Pia
Para onde foi internado
D . Sancho El-Rei soldado
Que era primo Co-Irmão
D ‘ El Rei D . Sebastião
--------------------------
Nos anos do Marquês de Pombal
Houve um grande bacanal
Comeram-se Távoras asssadas
Que tinham sido engordadas
Com a sêmea e a bolota
Da Raínha Dona Carlota
--------------------------
Para acabar com essa crava
Apareceu o Peres de Trava
Que implantou a Restauração
Com auxílio de Prestes João
Conhecido frequentador
Do café dos Restauradores
(REFRÂO)
Pedro Nunes então chegou
E a todos espantou
A expulsão dos ingleses
Juntamente com os franceses
Queriam roubar o Nónio
Da Capela de Santo António
---------------------------
Um tal Camões apareceu
A História Marítima escreveu
Dedicada a Dona Leonor
Que andava perdida de amor
Por Dom Nuno Álvares Pereira
O Descobridor da Madeira
---------------------------
E apareceu um tal Carmona
Embaixador da Pomplona
Que enviou um elefante ao Papa
Que morava então à Lapa
Em casa do Alexandre Herculano
Que inventou o Aeroplano
(REFRÂO)
Veio então um tal Tomás
Que não era mau rapaz
Filho da Escola Naval
Foi promovido a General
Por tantas vezes gritar
Sal e Azar
------------------------------
Certo dia de Estudantes
A Polícia de rompante
Veio até à Universidade
Mas vieram sem maldade
Com canhetas e canhões
Para ver as instalações
---------------------------
Apareceu então um tal de Eanes
Que dobrou o Bojador
E o Grande cabo o engoliu
E tal façanha serviu
Para andar sempre a dizer
Antes quebrar que torcer
(REFRÂO)
Dom Soares de platina
Preso em Alcacer-Quibir
Chegou envolto em neblina
Salvou a Pátria sem porvir
Cunhal disse abaixo a pança
Mário volta para a França
---------------------------
Veio então um tal Sampaio
Vela enfunada ao vento
A passarola foi um raio
CEE foi um tormento
Timor apimentou
O que o Sextante acastelou
---------------------------
Finalmente veio um Cavaco
Pessoa tinha razão
Esfínge hirta de papelaco
O Egipto foi implosão
O Povo que fuja sem parar
Via do Infante até ao mar
Vamos lá suar é fixe
Vai tudo prá discoteca
Vamos lá suar é fixe
Onde é que está a minha bejeca?
Se não me falha a memória
O primeiro Rei da história
Foi um tal Afonso Henriques
Que pôs tudo aos despiques
E para acabar com as fitas
Correu com os Jesuitas
---------------------------
Depois veio o D.Diniz
Que era primo de Egas Moniz
Irmão do Prior-do-Crato
Que pôs tudo ao desbarato
E acabou em Dona Maria
A Primeira Dinastia
---------------------------
Veio então o D.Duarte
Que os mandou àquela parte
No tempo do Vasco da Gama
Que se escondeu debaixo da cama
Com medo do Adamastor
De cognome ‘O Lavrador’
---------------------------
REFRÃO:
Vamos lá suar é fixe
Vai tudo prá discoteca
Vamos lá suar é fixe
Onde é que está a minha bejeca?
Os Filipinos reinaram então
E no meio da confusão
Começaram os Descobrimentos
Que deram grandes rendimentos
Gastos na bebedeira
Pelo Conde da Ericeira
---------------------------
D. Luisa de Gusmão
Casada com Diogo Cão
Um dia em Aljubarrota
Ao bater com uma bota
Matou sete espanhóis
Que andavam aos caracóis
---------------------------
Veio então o D. João
Com seus ares de pavão
E numa tarde de sol
Estando ele no futebol
Tantas voltas deu à tola
Que inventou o Pinto da Costa
(REFRÂO)
E se a memória não me falha
Foi numa grande batalha
Lá no Estádio Nacional
Centenas de homens à bulha
Andaram para ali à trolha
E mancharam Portugal
---------------------------
Dona Teresa Vimioso
Enfeitava a testa ao esposo
Entre bebedeiras de absinto
Dormiu com o Vasco da Gama
Foi parar à sua cama
E pariu o Dom João Quinto
---------------------------
Pedro Alvares Cabral
Foi parar ao Hospital
Das Escadinhas do Duque
Por um tal de Egas Moniz
Lhe ter partido o nariz
Num Sporting – Benfica
(REFRÂO)
Para acabar a Segunda Dinastia
Fundou-se a casa Pia
Para onde foi internado
D . Sancho El-Rei soldado
Que era primo Co-Irmão
D ‘ El Rei D . Sebastião
--------------------------
Nos anos do Marquês de Pombal
Houve um grande bacanal
Comeram-se Távoras asssadas
Que tinham sido engordadas
Com a sêmea e a bolota
Da Raínha Dona Carlota
--------------------------
Para acabar com essa crava
Apareceu o Peres de Trava
Que implantou a Restauração
Com auxílio de Prestes João
Conhecido frequentador
Do café dos Restauradores
(REFRÂO)
Pedro Nunes então chegou
E a todos espantou
A expulsão dos ingleses
Juntamente com os franceses
Queriam roubar o Nónio
Da Capela de Santo António
---------------------------
Um tal Camões apareceu
A História Marítima escreveu
Dedicada a Dona Leonor
Que andava perdida de amor
Por Dom Nuno Álvares Pereira
O Descobridor da Madeira
---------------------------
E apareceu um tal Carmona
Embaixador da Pomplona
Que enviou um elefante ao Papa
Que morava então à Lapa
Em casa do Alexandre Herculano
Que inventou o Aeroplano
(REFRÂO)
Veio então um tal Tomás
Que não era mau rapaz
Filho da Escola Naval
Foi promovido a General
Por tantas vezes gritar
Sal e Azar
------------------------------
Certo dia de Estudantes
A Polícia de rompante
Veio até à Universidade
Mas vieram sem maldade
Com canhetas e canhões
Para ver as instalações
---------------------------
Apareceu então um tal de Eanes
Que dobrou o Bojador
E o Grande cabo o engoliu
E tal façanha serviu
Para andar sempre a dizer
Antes quebrar que torcer
(REFRÂO)
Dom Soares de platina
Preso em Alcacer-Quibir
Chegou envolto em neblina
Salvou a Pátria sem porvir
Cunhal disse abaixo a pança
Mário volta para a França
---------------------------
Veio então um tal Sampaio
Vela enfunada ao vento
A passarola foi um raio
CEE foi um tormento
Timor apimentou
O que o Sextante acastelou
---------------------------
Finalmente veio um Cavaco
Pessoa tinha razão
Esfínge hirta de papelaco
O Egipto foi implosão
O Povo que fuja sem parar
Via do Infante até ao mar
Vamos lá suar é fixe
Vai tudo prá discoteca
Vamos lá suar é fixe
Onde é que está a minha bejeca?
10 - Balada da Maria
Balada da Maria
Maria
era a menina
dos meus olhos quando ia
de avental à padaria
I
Com um saco bordado a ponto-cruz
E as tranças dançando nos dois seios
Maria era criada de servir
Daquelas que se trazem lá da aldeia
Que hoje já não há, a nenhum preço
Maria de sandálias e sem meias
Com a cara lavada de saúde
E os joelhos vermelhos de esfregar
Ir à Missa ao domingo com a patroa
E à tarde com o marçano lá da terra
Maria ia à Feira Popular
Maria vai ao vinho
Vem da Praça, traz nos braços
Um ramo de hortaliça
E parece uma noiva de casar
(Maria...)
II
Namora da janela, de fugida
E na cozinha aos poucos queima a vida
Cozida a fogo lento até queimar
E enquanto lava pratos e panelas
Já lhe saem varizes das chinelas
Já lhe caem os peitos de cansaço
Um dia casará se o Joaquim
Consegue outro trabalho, mais dinheiro
E então deixará de ser criada
Para servir a dias, esfregar a escada
Limpeza de escritório o que vier
Há-de ter uma casa na Damaia e filhos
Domingos de ir à praia
E fadiga até já não poder mais ...
(Maria ...)
III
Maria sonha ser remediada
Tem os sonhos que sonha uma criada
Que veio de comboio ver Lisboa ...
Maria era a menina dos meus olhos
Quando eu era menino do meu bairro
Casou-se ,teve filhos, engordou
Já esqueceu ...
Esqueceu os sonhos que sonhou
Via há dias, sem tranças nem alcofa
Com sacos de plástico e um lenço na cabeça
Às sete da manhã, à espera do autocarro
Maria, Maria , era a menina dos meus olhos
Maria quando ia ...de avental à Padaria ... Maria !
Maria
era a menina
dos meus olhos quando ia
de avental à padaria
X3
Letra e Musica : Mário Mata
Maria
era a menina
dos meus olhos quando ia
de avental à padaria
I
Com um saco bordado a ponto-cruz
E as tranças dançando nos dois seios
Maria era criada de servir
Daquelas que se trazem lá da aldeia
Que hoje já não há, a nenhum preço
Maria de sandálias e sem meias
Com a cara lavada de saúde
E os joelhos vermelhos de esfregar
Ir à Missa ao domingo com a patroa
E à tarde com o marçano lá da terra
Maria ia à Feira Popular
Maria vai ao vinho
Vem da Praça, traz nos braços
Um ramo de hortaliça
E parece uma noiva de casar
(Maria...)
II
Namora da janela, de fugida
E na cozinha aos poucos queima a vida
Cozida a fogo lento até queimar
E enquanto lava pratos e panelas
Já lhe saem varizes das chinelas
Já lhe caem os peitos de cansaço
Um dia casará se o Joaquim
Consegue outro trabalho, mais dinheiro
E então deixará de ser criada
Para servir a dias, esfregar a escada
Limpeza de escritório o que vier
Há-de ter uma casa na Damaia e filhos
Domingos de ir à praia
E fadiga até já não poder mais ...
(Maria ...)
III
Maria sonha ser remediada
Tem os sonhos que sonha uma criada
Que veio de comboio ver Lisboa ...
Maria era a menina dos meus olhos
Quando eu era menino do meu bairro
Casou-se ,teve filhos, engordou
Já esqueceu ...
Esqueceu os sonhos que sonhou
Via há dias, sem tranças nem alcofa
Com sacos de plástico e um lenço na cabeça
Às sete da manhã, à espera do autocarro
Maria, Maria , era a menina dos meus olhos
Maria quando ia ...de avental à Padaria ... Maria !
Maria
era a menina
dos meus olhos quando ia
de avental à padaria
X3
Letra e Musica : Mário Mata
11 - LISBOA É LISBOA
LISBOA É LISBOA
E Lisboa é Lisboa
E o amor é o amor
Pelo Tejo as canoas
Navegam sobre as águas
Vão contra as ondas, ao vento
Que a saudade é um ardor
Que nos ofusca o pensamento
E tudo isto é amor
E Lisboa é Lisboa
E o amor é o amor
A saudade é uma dor
Que entristece e magoa
I
Ai o Bairro... meu Bairro Alto
De ruelas e vielas
De calçadas e asfalto
Abram alas , venham elas
Em cada esquina um Bairro Novo
Passa a menina e passa o Povo
Que a saudade é coisa má
Que nos tira mais que dá
E Lisboa é Lisboa
E o amor é o amor
Pelo Tejo as canoas
Navegam sobre as águas
Vão contra as ondas, ao vento
Que a saudade é um ardor
Que nos ofusca o pensamento
E tudo isto é amor
E Lisboa é Lisboa
E o amor é o amor
A saudade é uma dor
Que entristece e magoa
II
Ai Mouraria, Madragoa
Cheira a Fado, a vela ardida
A guitarra que apregoa
Quanta paixão tão sentida
Em cada mesa, cada beijo
Cada olhar cada desejo
Que a saudade é sagaz
Muito mais leva que traz
E Lisboa é Lisboa
E o amor é o amor
Pelo Tejo as canoas
Navegam sobre as águas
Vão contra as ondas, ao vento
Que a saudade é um ardor
Que nos ofusca o pensamento
E tudo isto é amor
E tudo isto é amor
E tudo isto é amor
E tudo isto é amor
Letra e musica : Mário Mata
E Lisboa é Lisboa
E o amor é o amor
Pelo Tejo as canoas
Navegam sobre as águas
Vão contra as ondas, ao vento
Que a saudade é um ardor
Que nos ofusca o pensamento
E tudo isto é amor
E Lisboa é Lisboa
E o amor é o amor
A saudade é uma dor
Que entristece e magoa
I
Ai o Bairro... meu Bairro Alto
De ruelas e vielas
De calçadas e asfalto
Abram alas , venham elas
Em cada esquina um Bairro Novo
Passa a menina e passa o Povo
Que a saudade é coisa má
Que nos tira mais que dá
E Lisboa é Lisboa
E o amor é o amor
Pelo Tejo as canoas
Navegam sobre as águas
Vão contra as ondas, ao vento
Que a saudade é um ardor
Que nos ofusca o pensamento
E tudo isto é amor
E Lisboa é Lisboa
E o amor é o amor
A saudade é uma dor
Que entristece e magoa
II
Ai Mouraria, Madragoa
Cheira a Fado, a vela ardida
A guitarra que apregoa
Quanta paixão tão sentida
Em cada mesa, cada beijo
Cada olhar cada desejo
Que a saudade é sagaz
Muito mais leva que traz
E Lisboa é Lisboa
E o amor é o amor
Pelo Tejo as canoas
Navegam sobre as águas
Vão contra as ondas, ao vento
Que a saudade é um ardor
Que nos ofusca o pensamento
E tudo isto é amor
E tudo isto é amor
E tudo isto é amor
E tudo isto é amor
Letra e musica : Mário Mata
12 - Navio fantasma
Navio fantasma
I
Graça pura ilumina o teu rosto
Acende-me no braseiro do Sol-Posto
Esperei-te anos e mais uns tantos, aflito
A mão do destino , já o tinha escrito.
Só te quero ter, ultima quimera
Anunciação de Sol na Primavera
Sou o tripulante do navio-fantasma
Só o teu amor ainda me entusiasma
II
Se apenas a dor, existe eternamente
Neste navio, a navegar contra a corrente
Por abismos e vagas me castigas
“Dentro de mim tombam cantigas”
Fonte selada, paixão misteriosa
Suavíssima criatura nervosa.
Sou o tripulante do navio-fantasma
Só o teu amor ainda me entusiasma
III
Nesse teu silêncio prolongado
Eis que surge um canto angustiado
Onde eu navego sob um luar de prata
Nunca me esquece, a serenata.
Cântico do triunfo.Palmas…
Concerto sinfónico das almas
Sou o tripulante do navio-fantasma
Só o teu amor ainda me entusiasma
IV
Oitavas de espuma eu exalto
Dor humana, praia do Mar-Alto.
Noites de bruma... E de sobressalto.
Sou o tripulante do navio-fantasma
Só o teu amor ainda me entusiasma
Letra e musica : Mário Mata
13 - SINAIS DO TEMPO
SINAIS DO TEMPO
É um barco e uma pedra.
É a pedrada no charco.
É o orvalho na erva.
É a bandeira. É o arco.
É a chuva. É o outono.
É a sopa de hortelã.
É o cão que não tem dono.
É o bicho da maçã.
O tempo que está mudado.
É o orgulho nacional.
É a balada. É o fado.
A galinha no quintal.
O carneiro a remoer
as hortenses da avenida.
É o silêncio a bater
numa vidraça partida.
São os sinais do tempo
São os sinais do tempo
É o ódio que nos cega.
É o braço que se estende.
O discurso. A cabra-cega.
É o homem que se vende.
É o peito que não pára
de apertar o coração.
É a comida mais cara.
É a cara contra o chão.
É a semente na terra.
É o trigo na seara.
É uma arma de guerra.
É a raiva que dispara.
É o lobo que devora
as canetas da poesia.
É o momento. É a hora
de estrangular a alegria.
São os sinais do tempo
São os sinais do tempo
É a videira. É o vinho.
É o copo de amargura.
É a santa da Ladeira.
São as raias da loucura.
É o tejo que se embala
num cacilheiro doente.
É o desejo que estala.
É o buraco no dente.
É o dinheiro. É o juro.
O amor em percentagem.
É o passado e o futuro.
É uma questão de coragem.
É o que sobra. É a falta.
É o emprego decente.
É a amizade da malta.
É a ternura da gente.
São os sinais do tempo
São os sinais do tempo
É a mulher que pariu.
É o filho que se fez.
É a corda e o rastilho.
É o sarilho outra vez.
É o mapa desenhado
sobre as costelas partidas.
É o sorriso emprestado.
A hipoteca das vidas.
É a mágoa registada.
É a patente do medo.
É a cultura enlatada.
É o drama sem enredo.
É o rugido da fera.
É o marquês de pombal.
O cravo na primavera.
Uma prenda de Natal.
São os sinais do tempo
São os sinais do tempo
É o azul. É o vício.
É a carga de porrada.
É a cara do polícia.
É a liamba fumada.
O ministro que promete
que amanhã irá chover.
O desenho na retrete
para toda a gente ver.
É a dança. É o marasmo.
A paragem do autocarro.
É atingir o orgasmo
com o fumo de um cigarro.
É chamar nomes à mãe
do tipo que está ao lado
e responder a alguém
Eu estou bem, muito obrigado!
São os sinais do tempo
São os sinais do tempo
Musica :Mário Mata
Letra : Joaquim Pessoa / Mário Mata
14- ABRAÇA-ME MAIS UMA VEZ
ABRAÇA-ME MAIS UMA VEZ
I
Nós já não conversamos
Se o fazemos não é falar
Entre nós existe um muro
Não falamos de passado nem de futuro
II
Os sorrisos acabaram
As lágrimas deflagraram
A nossa ilusão de amor acabou
O nosso tempo passou
REFRÃO
Não podes podes partir
Não numa altura destas
Vira-te, olha para mim
E abraça-me mais uma vez
Não podes sair
Por nenhuma das frestas
Vira-te e diz-me que sim
Que me abraças mais uma vez
Mais uma vez
III
O ciúme é uma doença
A cabeça já nem pensa
Serpentina numa fúria
Já só há, lugar para a injúria
IV
Quando acaba o amor
Têm início o poder
A violência e o terror
Nada mais há a fazer
V
Se já nada nos unia
Agora tudo nos separa
A vingança e a calúnia
Amor por favor pára !
Não podes podes partir
Não numa altura destas
Vira-te, olha para mim
E abraça-me mais uma vez
Não podes sair
Por nenhuma das frestas
Viras-te e dizes que sim
Mas bates-me mais uma vez
A ultima vez
Pela ultima vez !
Musica : Mário Mata
Letra : Graham Dampier /Mário Mata
adapt. Mário Mata
I
Nós já não conversamos
Se o fazemos não é falar
Entre nós existe um muro
Não falamos de passado nem de futuro
II
Os sorrisos acabaram
As lágrimas deflagraram
A nossa ilusão de amor acabou
O nosso tempo passou
REFRÃO
Não podes podes partir
Não numa altura destas
Vira-te, olha para mim
E abraça-me mais uma vez
Não podes sair
Por nenhuma das frestas
Vira-te e diz-me que sim
Que me abraças mais uma vez
Mais uma vez
III
O ciúme é uma doença
A cabeça já nem pensa
Serpentina numa fúria
Já só há, lugar para a injúria
IV
Quando acaba o amor
Têm início o poder
A violência e o terror
Nada mais há a fazer
V
Se já nada nos unia
Agora tudo nos separa
A vingança e a calúnia
Amor por favor pára !
Não podes podes partir
Não numa altura destas
Vira-te, olha para mim
E abraça-me mais uma vez
Não podes sair
Por nenhuma das frestas
Viras-te e dizes que sim
Mas bates-me mais uma vez
A ultima vez
Pela ultima vez !
Musica : Mário Mata
Letra : Graham Dampier /Mário Mata
adapt. Mário Mata
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